Notebooks com Linux de fábrica custam menos que o equivalente com Windows. Entenda o que muda no dia a dia antes de decidir.
Por Peter Goldstein · Fundador e Editor do RadarCompra · Publicado em 29/08/2026

Fabricantes como Lenovo, Dell e Acer vendem versões dos mesmos notebooks com Linux (geralmente uma distribuição própria ou o Ubuntu) em vez de Windows. A razão é simples: o fabricante não paga licença do Windows para a Microsoft, e repassa parte dessa economia no preço final. Na prática, é comum ver o mesmo hardware — processador, RAM, SSD, tela — custando algumas centenas de reais a menos na versão Linux.
Para navegação, e-mail, edição de texto e planilha básica (com LibreOffice, que já vem instalado ou é gratuito), a diferença para quem nunca usou Linux é menor do que parece. A interface gráfica das distribuições mais usadas em notebooks (geralmente baseadas em GNOME ou KDE) segue uma lógica parecida com Windows: menu iniciar, barra de tarefas, gerenciador de arquivos.
Onde a diferença aparece de verdade é em software específico. Programas que só existem para Windows — muitos sistemas de faculdade, softwares de contabilidade, alguns editores de vídeo e a maioria dos jogos com proteção anticheat — não rodam nativamente no Linux. Existem alternativas (Wine, máquinas virtuais, ou versões web dos mesmos serviços), mas nenhuma é tão direta quanto abrir o instalador e pronto.
O pacote Office da Microsoft (Word, Excel, PowerPoint) tem versão web gratuita que funciona no navegador em qualquer sistema, o que cobre boa parte da demanda de quem se preocupa com isso.
Vale a pena se você:
Não vale a pena se você:
Sim, na grande maioria dos notebooks vendidos com Linux não há bloqueio de hardware — é possível instalar Windows depois, comprando a licença separadamente. Isso anula a economia do preço de fábrica, mas mantém a opção aberta para quem quer testar o Linux primeiro sem compromisso.
O notebook com Linux é mais fraco que o com Windows? Não. O hardware costuma ser idêntico ou até superior na mesma faixa de preço, já que a economia vem da licença, não do processador ou da memória.
Preciso saber programar para usar Linux? Não. Para uso básico (navegador, e-mail, escritório, streaming), a interface gráfica é ponto-e-clique como Windows.
O Linux recebe atualização de segurança como o Windows? Sim, as distribuições usadas em notebooks comerciais recebem atualizações regulares, geralmente de forma mais leve que o Windows Update.
Consigo jogar no Linux? Jogos sem anticheat agressivo costumam rodar bem, muitos até nativamente ou via Steam Proton. Jogos com anticheat de nível kernel geralmente não funcionam.
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